quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dilma: Brasil tem "bala na agulha" para lidar com turbulência do dólar

A presidente Dilma Rousseff justificou a recente alta do dólar no mercado brasileiro como resultado da política monetária dos Estados Unidos e lembrou que o Brasil tem grandes reservas internacionais, que chamou de "bala na agulha", para lidar com essa turbulência.
"Sabe aquela história de guardar no colchão? O Brasil não guarda no colchão, mas ele tem entre US$ 378 e US$ 372 bilhões em reservas internacionais", disse Dilma em entrevista por telefone a rádios de Belo Horizonte. "Então, nós temos o que se chama 'bala na agulha' para encarar esses processos que ocorrem internacionalmente."
Desde que o Federal Reserve (FED, banco central americano) anunciou que poderia começar a reduzir seus estímulos econômicos a partir de setembro, ocorreu um movimento de forte desvalorização das moedas em diversos de países. A alta do dólar nas últimas semanas se dá neste contexto, mas ela também é alimentada por um pessimismo em relação à economia brasileira. Na semana passada, o Banco Central (BC) anunciou um programa de leilões cambiais, com potencial de US$ 60 bilhões, para tentar reduzir a volatilidade da moeda americana.
"Nossa política é de dólar flexível", disse a presidente. "O que nós fizemos? Nós entramos no mercado para atenuar essas flutuações, para não deixar que elas sejam abruptas... a gente atua de forma a suavizar essas oscilações." Mas ela ressaltou que o governo não tem cotação alvo para o dólar. "Não temos. Se você perguntar para alguém se tem, e se alguém responder que tem, você desconfia, porque ninguém tem condições de dizer isso."
Dilma aproveitou para justificar o fraco desempenho da economia brasileira - que cresceu apenas 0,9% em 2012 e apenas 0,6% no primeiro trimestre deste ano - pelo cenário global. "Você tem um quadro internacional nas economias de muito baixo crescimento ou, inclusive, de recessão... nós estamos numa situação de manter o crescimento, nós queremos que o crescimento se mantenha", disse.
A presidente acrescentou que a situação fiscal do Brasil é "muito boa" e, otimista, lembrou que neste semestre devem ocorrer vários leilões de concessões para obras de infraestrutura, "que vão atrair muitos investimentos".


Postado por: Túlio

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